Política de Plágio e Similaridade

A Revista Doente Crítico considera o plágio, em qualquer das suas formas, uma violação grave da integridade científica e dos princípios éticos que regem a investigação e a publicação académica.

Constituem, designadamente, práticas inaceitáveis:

        Plágio direto ou integral;

        Plágio por paráfrase ou reprodução substancial de conteúdos sem a devida atribuição;

        Autoplágio ou reutilização não declarada de trabalhos anteriormente publicados;

        Publicação duplicada ou redundante;

        Fragmentação inadequada de resultados de investigação (salami publication);

        Tradução e publicação não declarada de trabalhos previamente publicados;

        Utilização indevida de textos, dados, imagens, tabelas, figuras ou outros materiais protegidos por direitos de autor sem a correspondente autorização ou atribuição.

 

      Ferramentas de Deteção de Similaridade

Todos os manuscritos submetidos à RDC poderão ser submetidos a verificação de originalidade através de software de deteção de similaridade reconhecido internacionalmente, designadamente:

        iThenticate; https://www.ithenticate.com/

        Crossref Similarity Check; https://www.crossref.org/documentation/similarity-check/participate/

        Turnitin; https://www.turnitin.pt/

        outras ferramentas equivalentes que venham a ser adotadas pela Revista.

 

      Avaliação dos Relatórios de Similaridade

A existência de similaridade identificada pelos sistemas de deteção não determina, por si só, a rejeição automática do manuscrito. A Equipa Editorial procederá à análise individualizada de cada relatório, considerando, entre outros aspetos:

        A natureza, extensão e contexto das correspondências identificadas;

        A origem das sobreposições de texto;

        A correta citação e referenciação das fontes utilizadas;

        A reutilização legítima e devidamente identificada de descrições metodológicas, protocolos, instrumentos, documentos normativos ou outros conteúdos cuja repetição seja cientificamente justificável;

        A eventual existência de publicação redundante, autoplágio ou reutilização indevida de trabalhos anteriormente publicados pelos autores;

        Quaisquer outros elementos relevantes para a avaliação da originalidade e da integridade científica do manuscrito.

A RDC não estabelece um limiar percentual de similaridade como critério exclusivo de aceitação ou rejeição, uma vez que a apreciação é efetuada com base na natureza, relevância e contexto das correspondências identificadas.

Sempre que sejam detetadas situações suscetíveis de configurar plágio ou outra forma de má conduta científica, os autores poderão ser convidados a prestar esclarecimentos, apresentar documentação complementar ou proceder às correções consideradas necessárias.

Sempre que existam indícios fundamentados de plágio ou de outra forma de utilização indevida de conteúdos, o processo editorial poderá ser suspenso até à conclusão da respetiva apreciação.

Confirmada a existência de plágio, publicação redundante ou qualquer outra violação da integridade científica, a RDC poderá adotar, consoante a natureza e a gravidade da situação, uma ou mais das seguintes medidas:

        Rejeição imediata do manuscrito;

        Suspensão ou encerramento do processo editorial;

        Comunicação da situação às instituições de afiliação dos autores, entidades financiadoras ou outras entidades competentes, quando aplicável;

        Publicação de correções, expressões de preocupação ou retratações, caso a irregularidade seja identificada após a publicação;

        Adoção de outras medidas consideradas necessárias para salvaguardar a integridade do registo científico.

A gestão das suspeitas e dos casos confirmados de plágio será efetuada em conformidade com as Recommendations for the Conduct, Reporting, Editing and Publication of Scholarly Work in Medical Journals do International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE), bem como com as orientações, fluxogramas e Core Practices do Committee on Publication Ethics (COPE), assegurando procedimentos justos, confidenciais, proporcionais e baseados na melhor evidência disponível.