Instruções para os Autores
1. INTRODUÇÃO E ÂMBITO
As presentes Instruções aos Autores têm como finalidade orientar a preparação, elaboração e submissão de manuscritos à Revista Doente Crítico (RDC) – Revista Científica da Sociedade Portuguesa de Enfermagem em Doente Crítico (SPEDC).
Os autores deverão assegurar o cumprimento das presentes instruções, bem como das disposições constantes do Estatuto Editorial da RDC, disponível no website oficial da Revista, as quais regulam os princípios, políticas e procedimentos que enquadram a atividade editorial.
A submissão de um manuscrito pressupõe a aceitação destas normas por todos os autores envolvidos no trabalho.
O incumprimento dos requisitos definidos nas presentes Instruções aos Autores poderá determinar a rejeição liminar do manuscrito ou a suspensão do respetivo processo editorial, sem prejuízo da aplicação das demais disposições previstas no Estatuto Editorial da RDC.
2. TIPOLOGIA DE ARTIGOS ACEITES
A RDC aceita para apreciação editorial trabalhos originais, inéditos, cientificamente rigorosos e relevantes para a área da enfermagem à pessoa em situação crítica e para os diversos contextos de cuidados ao doente crítico.
Podem ser submetidos os seguintes tipos de manuscritos:
● Artigos de Investigação Original – estudos empíricos que apresentem resultados inéditos, decorrentes da aplicação de metodologias quantitativas, qualitativas ou mistas;
● Artigos de Revisão Sistemática e Scoping Review – sínteses rigorosas da evidência científica, desenvolvidas de acordo com metodologias reconhecidas internacionalmente, destinadas a responder a questões específicas de investigação ou a mapear e caracterizar a evidência disponível sobre uma determinada temática, identificando conceitos-chave, lacunas do conhecimento e áreas prioritárias para investigação futura;
● Artigos de Investigação Histórica – estudos que contribuam para a compreensão e valorização da evolução histórica da enfermagem e dos cuidados à pessoa em situação crítica;
● Artigos Teóricos ou Ensaios – trabalhos de natureza conceptual, reflexiva ou argumentativa que promovam a discussão crítica e o desenvolvimento do conhecimento em enfermagem;
● Outras tipologias de manuscritos que, pela sua relevância científica, interesse para os leitores e adequação ao âmbito editorial da Revista, sejam consideradas pertinentes pela Equipa Editorial.
Todos os manuscritos submetidos deverão enquadrar-se no âmbito científico da RDC, apresentar contributos relevantes para o avanço do conhecimento, para a prática clínica baseada na evidência ou para a reflexão crítica sobre os cuidados à pessoa em situação crítica.
3. AUTORES E RESPONSABILIDADES
A RDC não estabelece um limite máximo para o número de autores dos manuscritos submetidos. Todos os autores deverão estar devidamente identificados, indicando obrigatoriamente:
● Nome completo;
● Open Researcher and Contributor ID (ORCID iD);
● Endereço de correio eletrónico;
● Contacto telefónico;
● Afiliação institucional completa (instituição, faculdade, escola, instituto, departamento e unidade ou centro de investigação, quando aplicável);
● Cidade e país da instituição de afiliação.
Ao submeterem um manuscrito à RDC, os autores declaram que:
● O trabalho é original e inédito, exceto nos casos devidamente identificados e justificados;
● Detêm os direitos necessários à sua publicação;
● O manuscrito não constitui uma infração aos direitos de autor, direitos de propriedade intelectual ou quaisquer outros direitos de terceiros;
● Obtiveram autorização para a utilização, reprodução ou adaptação de textos, imagens ou quaisquer outros materiais protegidos por direitos de autor, sempre que aplicável;
● Todos os autores aprovaram a versão final do manuscrito e concordam com a sua submissão à RDC;
● Cumprem os princípios éticos, legais e regulamentares aplicáveis à investigação científica e à publicação académica.
Os conteúdos dos manuscritos submetidos e publicados, bem como as opiniões, ideias, interpretações e conclusões neles expressas, são da exclusiva responsabilidade dos respetivos autores, não refletindo necessariamente a posição da Equipa Editorial, do Conselho Editorial ou da Sociedade Portuguesa de Enfermagem em Doente Crítico.
3.1. ALTERAÇÃO DA AUTORIA
A composição da lista de autores deverá encontrar-se definitivamente estabelecida no momento da submissão do manuscrito.
Qualquer pedido de inclusão, remoção, substituição ou alteração da ordem dos autores após a submissão apenas será apreciado em circunstâncias excepcionais e mediante apresentação de fundamentação adequada.
Os pedidos de alteração da autoria deverão ser formalizados através do documento Pedido de Alteração de Autoria, disponibilizado pela Revista Doente Crítico.
O pedido deverá ser submetido pelo Autor Correspondente e incluir:
● A identificação do manuscrito;
● A descrição da alteração pretendida;
● A respetiva fundamentação;
● A atualização da Ficha do Artigo e Contribuição dos Autores, sempre que aplicável;
● Outros documentos que venham a ser solicitados pela Equipa Editorial.
A Equipa Editorial poderá solicitar informação ou documentação adicional, incluindo a confirmação escrita dos autores envolvidos, sempre que considere necessário para verificar a legitimidade da alteração proposta.
Os pedidos de alteração da autoria serão apreciados de acordo com as recomendações do International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE) e do Committee on Publication Ethics (COPE).
Após a publicação do artigo, alterações à autoria apenas serão consideradas em situações excepcionais e poderão implicar a publicação de uma correção editorial (corrigendum) ou de outro mecanismo previsto na política editorial da Revista.
4. CRITÉRIOS DE AUTORIA E CONTRIBUTO DOS AUTORES
A RDC segue as recomendações do International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE) relativas à autoria e contributo dos autores.
Todos aqueles designados como autores devem cumprir cumulativamente os seguintes critérios:
● Ter contribuído de forma substancial para a conceção ou desenho do estudo, aquisição, análise ou interpretação dos dados;
● Ter participado na redação do manuscrito ou na revisão crítica do seu conteúdo intelectual;
● Ter aprovado a versão final do manuscrito a submeter e, posteriormente, a publicar;
● Assumir responsabilidade pela exatidão, integridade e fiabilidade do trabalho, comprometendo-se a esclarecer quaisquer questões relacionadas com a sua validade científica.
A aquisição de financiamento, a recolha de dados ou a supervisão geral do trabalho, por si só, não constituem critérios suficientes de autoria.
Os participantes que tenham contribuído para o desenvolvimento do trabalho, mas que não preencham cumulativamente os critérios anteriormente descritos, deverão ser reconhecidos na secção de “Agradecimentos”, especificando, sempre que possível, a natureza do respetivo contributo.
O ORCID iD é obrigatório para todos os autores.
Os autores deverão identificar a sua contribuição individual para o manuscrito através da Ficha do Artigo e Contribuição dos Autores, utilizando a taxonomia CRediT (Contributor Roles Taxonomy).
Sempre que aplicável, deverão ser identificados os contributos relativos às seguintes funções:
● Conceptualização - Formulação ou evolução de ideias, objetivos e metas de investigação abrangentes.
● Tratamento de dados - Gestão de atividades para anotar (produzir metadados), limpar e manter dados de investigação (incluindo códigos de software, onde é necessário interpretar os dados em si) para uso inicial e posterior reutilização.
● Análise formal - Aplicação de técnicas estatísticas, matemáticas, informáticas ou outras técnicas formais para analisar ou sintetizar dados do estudo.
● Aquisição de financiamento - Aquisição do apoio financeiro para o projeto que gerou esta publicação.
● Investigação - Condução de um processo de pesquisa e investigação, especificamente a realização de experiências ou recolha de dados/evidências.
● Metodologia - Desenvolvimento ou desenho metodológico; criação de modelos.
● Administração do projeto - Responsabilidade pela gestão e coordenação do planeamento e da realização da investigação.
● Recursos - Fornecimento de materiais de estudo, reagentes, materiais, doentes, amostras laboratoriais, animais, instrumentos, recursos informáticos ou outras ferramentas de análise.
● Software - Programação, desenvolvimento de software; conceção de programas informáticos; implementação do código informático e algoritmos de suporte; realização de testes a componentes de código existentes.
● Supervisão - Responsabilidade de supervisão e liderança do planeamento e da execução das atividades de investigação, incluindo tutoria externa para a equipa principal.
● Validação - Verificação, como parte da atividade ou separadamente, da replicação/reprodutibilidade geral dos resultados/experiências e outros resultados de investigação.
● Visualização - Preparação, criação e/ou apresentação do trabalho publicado, especificamente visualização/apresentação de dados.
● Redação (rascunho original) - Preparação, criação e/ou apresentação do trabalho publicado, especificamente a escrita do rascunho inicial (incluindo tradução substantiva).
● Redação (revisão e edição) - Preparação, criação e/ou apresentação do trabalho publicado por membros do grupo original de investigação, especificamente análise crítica, comentário ou revisão - incluindo fases pré- e pós-publicação.
5. SUBMISSÃO DE ARTIGOS
Com o objetivo de assegurar a transparência, rastreabilidade, eficiência e adequada gestão do processo editorial, toda a tramitação dos manuscritos submetidos à RDC é efetuada exclusivamente através da plataforma Open Journal Systems (OJS).
A submissão de artigos implica o registo prévio dos autores na plataforma OJS e a respetiva autenticação através das credenciais definidas no momento do registo.
Todos os manuscritos deverão ser submetidos através da plataforma OJS, disponível no website oficial da Revista.
5.1. REQUISITOS PARA SUBMISSÃO
Os autores deverão:
● Utilizar obrigatoriamente o Template oficial da RDC;
● Assegurar que o manuscrito cumpre as presentes Instruções aos Autores e as disposições constantes do Estatuto Editorial;
● Preencher corretamente todos os metadados solicitados pela plataforma;
● Carregar todos os ficheiros e documentos obrigatórios;
● Submeter o manuscrito devidamente anonimizado para efeitos de revisão por pares em regime duplamente cego (double-blind peer review).
A submissão implica o seguimento integral de todas as etapas do processo eletrónico disponibilizado na plataforma OJS.
5.2. DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS
A submissão deverá incluir os seguintes documentos:
● Carta de Apresentação do Artigo para Submissão;
● Declaração de Responsabilidade;
● Declaração de Disponibilidade de Dados;
● Ficha do Artigo e Contribuição dos Autores;
● Declaração Individual de Conflitos de Interesse (se aplicável);
● Outros documentos considerados necessários pela Equipa Editorial, sempre que aplicável.
5.3. FORMATO DOS FICHEIROS
Os manuscritos deverão ser submetidos em formato Microsoft Word (.doc ou .docx), utilizando obrigatoriamente o Template de Artigo disponibilizado pela Revista.
Os ficheiros submetidos deverão apresentar qualidade adequada para avaliação e eventual publicação.
5.4. ORIGINALIDADE DOS MANUSCRITOS
Os artigos submetidos para publicação deverão ser originais, inéditos e não se encontrar simultaneamente em apreciação por outra revista científica ou entidade editorial.
A RDC poderá recorrer a sistemas de deteção de similaridade e originalidade reconhecidos internacionalmente para verificar a conformidade dos manuscritos submetidos.
5.5. NORMAS INTERNACIONAIS DE ELABORAÇÃO CIENTÍFICA
Os manuscritos deverão ser elaborados em conformidade com as recomendações do ICMJE, constantes do documento "Recommendations for the Conduct, Reporting, Editing and Publication of Scholarly Work in Medical Journals”.
Adicionalmente, os autores deverão utilizar as orientações de reporte científico adequadas ao desenho metodológico do estudo, de acordo com as recomendações da iniciativa EQUATOR Network (Enhancing the QUAlity and Transparency Of Health Research).
5.6. TAXAS DE SUBMISSÃO
A RDC não cobra quaisquer taxas pela submissão de manuscritos (Article Submission Charges – ASC), no entanto, com o objetivo de contribuir para a sustentabilidade do projeto editorial, poderão ser aplicadas taxas de processamento editorial (Article Processing Charges – APC) após a aceitação definitiva dos artigos para publicação.
Aplicam-se as seguintes condições:
|
Condição |
APC |
|
Autor Correspondente sócio da SPEDC com situação regularizada |
0 € |
|
Autor Correspondente não sócio da SPEDC |
50 € |
Os custos associados à tradução ou revisão linguística especializada dos manuscritos são da exclusiva responsabilidade dos autores.
A existência, inexistência ou valor das APC não influencia, em circunstância alguma, a decisão editorial relativa à aceitação, revisão ou rejeição dos manuscritos, sendo todas as decisões tomadas exclusivamente com base no mérito científico, relevância e qualidade dos trabalhos submetidos.
5.7. ADMISSÃO DOS MANUSCRITOS
Todos os artigos submetidos deverão respeitar integralmente as políticas editoriais, éticas e científicas da RDC.
Os manuscritos que não cumpram os requisitos formais, éticos, científicos ou editoriais definidos pela Revista poderão ser rejeitados em fase de avaliação preliminar, não seguindo para o processo de revisão por pares.
5.8. PUBLICAÇÃO CONTÍNUA
Com o objetivo de promover a rápida comunicação e disseminação do conhecimento científico, a RDC adota um modelo de publicação contínua.
Neste modelo, os artigos aceites são publicados online imediatamente após a conclusão do processo editorial e da produção técnica, sem necessidade de aguardar o encerramento de um número da Revista.
Após publicação, os artigos passam a constituir a sua versão definitiva (Version of Record), recebem um identificador digital permanente (DOI) e podem ser imediatamente citados e utilizados pela comunidade científica.
6. REQUISITOS ÉTICOS
Os autores deverão assegurar o cumprimento dos princípios éticos, legais e regulamentares aplicáveis à investigação científica e à publicação académica, bem como das disposições constantes do Estatuto Editorial da RDC.
6.1. INVESTIGAÇÃO COM SERES HUMANOS
Os estudos que envolvam participantes humanos deverão respeitar os princípios éticos internacionalmente reconhecidos e a legislação aplicável.
Sempre que exigível, os autores deverão indicar no manuscrito:
● A Comissão de Ética responsável pela apreciação do estudo;
● O número ou referência da aprovação ética;
● A data da aprovação, quando aplicável.
Nos casos em que a aprovação por Comissão de Ética não seja exigível, os autores deverão apresentar a respetiva justificação.
6.2. CONSENTIMENTO INFORMADO
Os autores deverão declarar que obtiveram o consentimento informado dos participantes sempre que tal seja exigido pela natureza do estudo ou pela legislação aplicável.
Nos casos clínicos, deverá existir autorização expressa para publicação de informação clínica, imagens ou outros elementos potencialmente identificáveis.
6.3. CONFLITOS DE INTERESSE
A Revista Doente Crítico adota uma política de total transparência relativamente à declaração de conflitos de interesse, reconhecendo que a sua divulgação constitui uma componente essencial da integridade científica e da credibilidade da investigação publicada.
Todos os autores deverão declarar a existência ou inexistência de potenciais conflitos de interesse de natureza financeira, profissional, institucional, académica, pessoal ou outra que possam influenciar, ou ser percecionados como influenciando, a conceção, realização, interpretação, redação ou divulgação dos resultados do estudo.
A declaração de conflitos de interesse deverá constar obrigatoriamente do manuscrito.
Na ausência de conflitos de interesse, deverá ser incluída uma declaração explícita, por exemplo: “Conflitos de Interesse: Os autores declaram a inexistência de conflitos de interesse.”
Sempre que exista qualquer conflito de interesse relativamente a um ou mais autores, essa circunstância deverá ser claramente identificada no manuscrito, descrevendo a natureza do conflito.
Além disso, apenas os autores que apresentem um potencial conflito de interesse deverão anexar à submissão a respetiva Declaração Individual de Conflitos de Interesse, devidamente preenchida e assinada, utilizando o modelo recomendado pelo ICMJE.
A existência de conflitos de interesse não constitui, por si só, motivo de rejeição do manuscrito, desde que sejam integralmente declarados e adequadamente geridos durante o processo editorial.
A omissão, ocultação ou falsa declaração de conflitos de interesse poderá determinar a rejeição do manuscrito, a suspensão do processo editorial, a retratação de artigos publicados ou a adoção de outras medidas previstas no Estatuto Editorial da Revista Doente Crítico.
6.4. UTILIZAÇÃO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL GENERATIVA
A Revista Doente Crítico reconhece que as ferramentas de Inteligência Artificial (IA) generativa podem constituir um recurso de apoio à preparação de manuscritos científicos, desde que a sua utilização seja transparente, ética e não comprometa a integridade científica, a originalidade do trabalho ou a responsabilidade dos autores.
A utilização de ferramentas de IA generativa deverá ser expressamente declarada pelos autores no momento da submissão, através da Ficha do Artigo e Contribuição dos Autores, e, sempre que aplicável, através de uma declaração no manuscrito, em conformidade com a Política de Inteligência Artificial da RDC.
Sempre que tenham recorrido a ferramentas de IA generativa, os autores deverão indicar:
● A ferramenta utilizada;
● A versão da ferramenta (quando conhecida);
● A finalidade da sua utilização;
● A localização da respetiva declaração no manuscrito.
É permitida a utilização de IA generativa para:
● Apoio à redação, revisão linguística e melhoria da clareza do texto;
● Correção gramatical, ortográfica e estilística;
● Tradução de textos científicos;
● Apoio à programação informática ou ao desenvolvimento de código;
● Apoio à análise estatística ou tratamento de dados, desde que todos os resultados sejam integralmente verificados pelos autores;
● Apoio à criação de esquemas, ilustrações ou elementos gráficos, desde que essa utilização seja devidamente identificada e não induza os leitores em erro;
● Apoio à organização da informação ou estruturação preliminar do manuscrito.
Não é permitida a utilização de IA generativa para:
● Fabricar, falsificar ou manipular dados científicos;
● Criar resultados inexistentes ou alterar os resultados efetivamente obtidos na investigação;
● Produzir referências bibliográficas, citações ou fontes inexistentes, falsas ou inexatas;
● Manipular imagens, figuras, tabelas ou gráficos de forma suscetível de induzir em erro ou alterar o significado científico dos resultados;
● Ocultar ou omitir a utilização de ferramentas de IA quando a sua declaração seja obrigatória;
● Introduzir manuscritos, dados pessoais, informação clínica identificável ou outros conteúdos confidenciais em plataformas de IA que não garantam a proteção da informação e a confidencialidade dos dados;
● Identificar ferramentas de Inteligência Artificial como autoras ou coautoras do manuscrito.
As ferramentas de Inteligência Artificial não podem ser consideradas autoras, nem assumir qualquer responsabilidade pela conceção, execução, interpretação, redação ou revisão científica dos trabalhos submetidos.
Os autores permanecem integralmente responsáveis pela exatidão, originalidade, autenticidade, integridade, qualidade científica e conformidade ética de todo o conteúdo submetido, incluindo qualquer parte do manuscrito cuja preparação tenha beneficiado da utilização de ferramentas de Inteligência Artificial.
A utilização de ferramentas de IA generativa para apoio à redação científica, revisão linguística, tradução ou programação não necessita de autorização prévia da Revista, desde que seja devidamente declarada e cumpra integralmente a Política de Inteligência Artificial da RDC.
Em caso de dúvida quanto à necessidade de declarar a utilização de IA, os autores deverão optar pela sua divulgação, privilegiando os princípios da transparência, da integridade científica e da responsabilização.
O incumprimento das presentes disposições poderá determinar a rejeição liminar do manuscrito, a suspensão do processo editorial, a retratação de artigos publicados ou a adoção de outras medidas previstas no Estatuto Editorial, na Política de Inteligência Artificial da RDC e nas recomendações do Committee on Publication Ethics (COPE).
6.5. DISPONIBILIDADE DOS DADOS
Em conformidade com a Política de Partilha de Dados da RDC todos os manuscritos submetidos deverão ser acompanhados da Declaração de Disponibilidade dos Dados, documento obrigatório de submissão.
A Declaração de Disponibilidade dos Dados tem como finalidade informar a Equipa Editorial e, após publicação, os leitores sobre a disponibilidade dos dados de investigação que suportam os resultados apresentados no manuscrito, promovendo a transparência, a integridade científica, a reprodutibilidade da investigação e as boas práticas de Ciência Aberta.
Os autores deverão preencher integralmente a Declaração de Disponibilidade dos Dados, indicando, sempre que aplicável:
● A disponibilidade dos dados que suportam os resultados do estudo;
● O local onde os dados se encontram depositados;
● O identificador persistente (PID), como o DOI ou outro identificador equivalente;
● As condições de acesso aos dados;
● Ou, quando a sua disponibilização não seja possível, a respetiva fundamentação.
A disponibilização pública dos dados é fortemente incentivada, mas não constitui um requisito obrigatório para publicação na RDC. Sempre que existam limitações decorrentes da proteção de dados pessoais, da confidencialidade dos participantes, de restrições éticas, legais, contratuais ou institucionais, os autores deverão indicar essa circunstância na Declaração de Disponibilidade dos Dados e apresentar a respetiva fundamentação.
A ausência da Declaração de Disponibilidade dos Dados no momento da submissão, ou o seu preenchimento incompleto, poderá determinar a devolução do manuscrito aos autores para regularização da documentação antes do início do processo de avaliação editorial.
Os autores são responsáveis pela exatidão, completude e atualização da informação constante da Declaração de Disponibilidade dos Dados, comprometendo-se a comunicar à Equipa Editorial qualquer alteração relevante que ocorra durante o processo editorial ou após a publicação do artigo, sempre que essa alteração possa afetar a disponibilidade, o acesso ou a interpretação dos dados de investigação.
A Revista Doente Crítico incentiva os autores, sempre que eticamente, legalmente e metodologicamente possível, a depositarem os dados de investigação, protocolos, materiais suplementares, códigos de análise, instrumentos de recolha de dados e outros recursos científicos em repositórios institucionais, temáticos ou de acesso aberto reconhecidos internacionalmente, preferencialmente com atribuição de um identificador persistente (Persistent Identifier – PID), como um Digital Object Identifier (DOI), promovendo a sua preservação, citação, reutilização e interoperabilidade.
Sempre que possível, os dados deverão cumprir os princípios internacionais da Ciência Aberta, nomeadamente os Princípios FAIR (Findable, Accessible, Interoperable and Reusable), contribuindo para uma investigação mais transparente, reprodutível e reutilizável, sem prejuízo das normas éticas, legais e regulamentares aplicáveis.
A Política de Partilha de Dados da RDC encontra-se alinhada com as recomendações do International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE), do Committee on Publication Ethics (COPE) e da EQUATOR Network.
A Equipa Editorial poderá solicitar aos autores, durante o processo de avaliação, revisão por pares ou após a aceitação do manuscrito, informações adicionais relativas aos dados de investigação, aos repositórios utilizados ou às condições de acesso aos dados, sempre que tal seja considerado necessário para efeitos de verificação científica, transparência editorial, preservação da integridade da investigação ou cumprimento da Política de Partilha de Dados da Revista.
6.6. CONFORMIDADE COM AS POLÍTICAS DA RDC
As matérias relativas à ética da investigação, integridade científica, conflitos de interesse, utilização de inteligência artificial, proteção de dados, consentimento informado e partilha de dados são reguladas em maior detalhe pelo Estatuto Editorial da RDC, aplicando-se integralmente as respetivas disposições.
7. PROCESSO EDITORIAL E REVISÃO POR PARES
Todos os manuscritos submetidos à RDC são sujeitos a um processo de avaliação científica e editorial destinado a assegurar a qualidade, relevância, originalidade e rigor dos trabalhos publicados.
7.1. AVALIAÇÃO PRELIMINAR
Após a submissão, os manuscritos são objeto de uma avaliação preliminar realizada pelo Editor-Chefe ou por um Editor por este designado.
Nesta fase, será verificada a conformidade do manuscrito com:
● O âmbito e objetivos da Revista;
● As presentes Instruções aos Autores;
● As normas éticas e editoriais aplicáveis;
● Os requisitos científicos mínimos para prosseguimento do processo editorial.
Os manuscritos que não cumpram estes requisitos poderão ser rejeitados em fase de triagem editorial, sem seguirem para revisão por pares.
7.2. REVISÃO POR PARES
Os manuscritos considerados adequados seguem para revisão científica em regime de dupla ocultação (double-blind peer review), assegurando que autores e revisores permanecem mutuamente anónimos durante todo o processo de avaliação.
A revisão é efetuada, regra geral, por pelo menos dois revisores independentes, selecionados em função da sua competência científica e experiência na área temática do manuscrito.
Sempre que necessário, poderão ser solicitados pareceres adicionais.
7.3. DECISÃO EDITORIAL
Com base nos pareceres dos revisores e na apreciação editorial do manuscrito, poderá ser tomada uma das seguintes decisões:
● Aceitação sem alterações;
● Aceitação condicionada a pequenas revisões;
● Necessidade de revisões major;
● Rejeição do manuscrito.
Sempre que sejam solicitadas alterações, os autores deverão responder aos comentários dos revisores e submeter uma nova versão do manuscrito dentro do prazo estabelecido pela Equipa Editorial, seguindo as instruções descritas no ponto 7.4.
7.4. RESPOSTA AOS REVISORES E SUBMISSÃO DA VERSÃO REVISTA
Sempre que a decisão editorial determine a realização de pequenas ou grandes revisões, os autores deverão submeter, dentro do prazo estabelecido pela Equipa Editorial:
● A versão do manuscrito com todas as alterações devidamente identificadas (utilizando cor diferente ou outro método de marcação indicado pela Revista);
● O documento Resposta aos Revisores, disponibilizado pela RDC, devidamente preenchido.
No documento Resposta aos Revisores, os autores deverão responder, de forma clara, objetiva e fundamentada, a todos os comentários e recomendações formulados pelos revisores e/ou pela Equipa Editorial.
Sempre que uma sugestão não seja aceite, os autores deverão apresentar a respetiva fundamentação científica.
As respostas deverão identificar, sempre que possível, a localização exata das alterações efetuadas no manuscrito (secção e/ou linha), facilitando a análise pela Equipa Editorial e pelos revisores.
A ausência do documento, o seu preenchimento incompleto ou a falta de identificação das alterações efetuadas poderá determinar a devolução da submissão aos autores para regularização antes da continuação do processo editorial.
7.5. DECISÃO FINAL
A decisão final sobre a aceitação ou rejeição de um manuscrito compete ao Editor-Chefe, tendo em consideração os pareceres emitidos pelos revisores e as recomendações editoriais aplicáveis.
As matérias relativas ao processo editorial, revisão por pares, conflitos de interesse, recursos e reclamações encontram-se reguladas em maior detalhe no Estatuto Editorial da RDC, aplicando-se integralmente as respetivas disposições.
8. PREPARAÇÃO E ORGANIZAÇÃO CIENTÍFICA DOS MANUSCRITOS
Os manuscritos submetidos à Revista deverão ser preparados em estrita conformidade com as presentes Instruções aos Autores, utilizando obrigatoriamente o Template Oficial do Artigo, disponibilizado na plataforma eletrónica de submissão da Revista.
Os autores deverão assegurar que o manuscrito cumpre integralmente os requisitos de estrutura, organização científica, formatação, apresentação, referenciação, ética da investigação e demais políticas editoriais adotadas pela RDC, bem como as normas internacionais aplicáveis à publicação científica.
A RDC adota as Normas de Vancouver, em conformidade com as recomendações do ICMJE, para a elaboração das citações e referências, devendo todos os manuscritos respeitar integralmente as respetivas orientações.
Os manuscritos deverão ainda ser elaborados em conformidade com as orientações internacionais de relato científico adequadas ao respetivo desenho metodológico, recomendando-se a utilização das guidelines da EQUATOR Network.
Os manuscritos redigidos em língua portuguesa deverão respeitar as Regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em vigor, utilizando uma linguagem científica clara, objetiva, precisa, inclusiva e adequada à terminologia técnico-científica da área da saúde.
Com o objetivo de assegurar a uniformização editorial, a qualidade científica e a consistência gráfica da Revista, a Equipa Editorial reserva-se o direito de proceder a ajustamentos linguísticos, ortográficos, terminológicos, bibliográficos e editoriais que não alterem o conteúdo científico dos trabalhos submetidos.
A preparação do manuscrito deverá ainda observar, sempre que aplicável, as orientações constantes dos seguintes documentos que integram o Sistema Documental da Revista Doente Crítico:
● Instruções aos Autores;
● Demais políticas, regulamentos, formulários e documentos editoriais disponibilizados pela Revista.
O incumprimento das presentes Instruções aos Autores, das políticas editoriais ou dos demais documentos que integram o Sistema Documental da RDC poderá determinar a devolução do manuscrito aos autores para regularização antes do início do processo de avaliação editorial ou, quando aplicável, a sua rejeição liminar.
A RDC está empenhada na promoção das melhores práticas internacionais de publicação científica, incentivando os autores a adotar os princípios da transparência, da integridade científica, da reprodutibilidade da investigação, da Ciência Aberta, da publicação responsável e da melhoria contínua da qualidade da investigação, em conformidade com as recomendações do ICMJE, do COPE, da EQUATOR Network e de outras organizações científicas internacionais de referência.
Os autores são responsáveis por consultar a versão mais recente das presentes Instruções aos Autores, do Estatuto Editorial e das demais políticas, regulamentos e documentos editoriais da RDC antes da submissão do manuscrito, assegurando o cumprimento integral dos respetivos requisitos. A submissão de um manuscrito pressupõe o conhecimento, a aceitação e o cumprimento de todas as políticas editoriais vigentes da Revista.
8.1. HIERARQUIA DO SISTEMA DOCUMENTAL
Os documentos editoriais da Revista Doente Crítico constituem um Sistema Documental integrado, complementar e dinâmico, destinado a assegurar a qualidade científica, a integridade da investigação, a transparência editorial e a harmonização dos procedimentos de submissão, avaliação, publicação e preservação dos artigos científicos.
Em caso de divergência, omissão ou dúvida de interpretação entre os diferentes documentos editoriais da Revista, prevalecem, por esta ordem:
1. Estatuto Editorial da Revista Doente Crítico;
2. Instruções aos Autores;
3. Políticas editoriais específicas da Revista;
4. Templates, formulários, declarações e demais documentos de submissão disponibilizados pela Revista.
Sem prejuízo da hierarquia documental anteriormente definida, a Equipa Editorial poderá interpretar e aplicar as presentes normas em conformidade com as recomendações internacionais adotadas pela Revista, nomeadamente as emitidas pelo ICMJE, pelo COPE, pela EQUATOR Network, pelo Council of Science Editors (CSE) e por outras organizações científicas de reconhecida competência internacional, sempre que tal se revele necessário para assegurar a qualidade científica, a integridade da investigação, a ética da publicação e as boas práticas editoriais.
8.2. IDIOMAS
São aceites manuscritos nos seguintes idiomas:
● Português;
● Inglês;
● Espanhol.
Independentemente do idioma principal do manuscrito, todos os artigos deverão incluir:
● Título;
● Resumo;
● Palavras-chave;
● Corpo do texto;
● Referências.
O título, resumo e palavras-chave deverão ser apresentados nos idiomas definidos pela revista, de acordo com as orientações específicas constantes das secções seguintes.
Poderá ainda ser incluída uma secção de “Agradecimentos”, destinada ao reconhecimento de contributos que não preencham os critérios de autoria, bem como ao reconhecimento de apoios institucionais, técnicos ou financeiros relevantes para o desenvolvimento do trabalho.
8.3. FORMATAÇÃO E ESTRUTURA
Os autores deverão respeitar integralmente a estrutura, formatação e configuração definidas no Template oficial da RDC, não sendo permitidas alterações que comprometam a uniformidade gráfica e editorial da revista.
Na elaboração do manuscrito:
● Os parágrafos não deverão ser tabulados;
● Não deverão ser utilizadas notas de rodapé, salvo situações excecionais devidamente justificadas;
● O texto deverá apresentar organização clara, coerente e cientificamente rigorosa;
● O manuscrito deverá ser apresentado em coluna única.
8.4. EXTENSÃO DOS MANUSCRITOS
Os artigos não deverão exceder as 15 páginas, incluindo todos os elementos constituintes do manuscrito.
A Equipa Editorial poderá autorizar, excecionalmente, manuscritos de maior extensão quando tal se justifique pela natureza do estudo, pela sua relevância científica ou por exigências metodológicas.
8.5. ORGANIZAÇÃO DOS CONTEÚDOS
A estrutura dos manuscritos deverá adequar-se à tipologia do artigo submetido, respeitando as orientações específicas apresentadas nas secções seguintes relativas a:
● Título;
● Resumo;
● Palavras-chave;
● Corpo do texto;
● Referencias;
● Tabelas e figuras;
● Citações;
● Referências.
Os autores deverão ainda assegurar a utilização das orientações de reporte científico adequadas ao desenho metodológico do estudo, de acordo com as recomendações da iniciativa EQUATOR Network.
As secções seguintes apresentam os requisitos específicos para a elaboração e organização dos manuscritos.
8.5.1. Título
O título deverá ser apresentado em Português, Inglês e Espanhol, devendo ser claro, objetivo, informativo e refletir adequadamente o conteúdo do manuscrito.
Não deverá conter abreviaturas, siglas, acrónimos, símbolos desnecessários ou referências à localização geográfica do estudo, salvo quando tal informação seja indispensável para a compreensão do trabalho.
Deverá estar formatado em Calibri, tamanho 14 pontos, negrito, com espaçamento de 1,5 linhas e alinhamento à esquerda, de acordo com o Template oficial da RDC.
8.5.2. Resumo
O resumo deverá ser apresentado em Português (Resumo), Inglês (Abstract) e Espanhol (Resumen).
Cada versão do resumo não deverá exceder 250 palavras ou 1500 caracteres, incluindo espaços.
Independentemente da tipologia do artigo, o resumo deverá ser estruturado de acordo com os seguintes elementos:
● Introdução;
● Objetivos;
● Métodos;
● Resultados;
● Conclusões.
O conteúdo de cada secção deverá ser adaptado à natureza e ao desenho do estudo.
O resumo não deverá conter citações bibliográficas, tabelas, figuras, notas de rodapé ou abreviaturas não previamente identificadas no texto.
A designação "RESUMO", "ABSTRACT" e "RESUMEN" deverá estar formatada em Calibri, tamanho 12 pontos, negrito e maiúsculas, devendo o respetivo texto iniciar-se no parágrafo seguinte.
O texto do resumo deverá estar formatado em Calibri, tamanho 11 pontos, com espaçamento de 1,5 linhas e alinhamento à esquerda.
Os títulos das secções (Introdução, Objetivos, Métodos, Resultados e Conclusões) deverão ser apresentados em negrito, seguidos de dois pontos (:), de acordo com o Template oficial da RDC.
8.5.3. Palavras-Chave
As palavras-chave deverão ser apresentadas em Português (Palavras-chave), Inglês (Keywords) e Espanhol (Palabras clave).
Cada manuscrito deverá incluir um máximo de seis palavras-chave, selecionadas de forma a representar adequadamente o conteúdo do artigo e facilitar a sua indexação e recuperação em bases de dados bibliográficas.
As palavras-chave deverão utilizar descritores normalizados, preferencialmente extraídos dos seguintes vocabulários controlados:
● DeCS – Descritores em Ciências da Saúde;
● MeSH – Medical Subject Headings.
A designação "Palavras-chave", "Keywords" e "Palabras clave" deverá estar formatada em Calibri, tamanho 12 pontos, negrito, seguida de dois pontos (:) e alinhamento à esquerda.
As palavras-chave deverão ser apresentadas imediatamente após cada resumo, separadas por ponto e vírgula (;), de acordo com o Template oficial da RDC.
8.5.4. Corpo do Texto
O corpo do texto deverá ser elaborado utilizando obrigatoriamente o Template oficial da RDC e apresentar uma redação clara, objetiva, coerente e cientificamente rigorosa.
O manuscrito não deverá exceder 40.000 caracteres, excluindo referências, tabelas, quadros, gráficos, figuras e anexos, quando aplicável.
O texto deverá:
● Respeitar as Regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, quando redigido em português;
● Apresentar organização lógica e adequada à tipologia do artigo;
● Não conter erros semânticos, sintáticos e morfológicos;
● Não utilizar notas de rodapé, salvo situações excecionais devidamente justificadas;
● Respeitar integralmente a estrutura e formatação definidas no Template oficial da Revista.
Não deverão ser utilizados negritos no corpo do texto (exceto nos títulos e subtítulos), sublinhados, fundos de cor ou outros elementos de formatação que comprometam a uniformidade editorial.
8.5.5. Estrutura e Formatação
Os títulos das secções deverão estar formatados em Calibri, tamanho 12 pontos, negrito e maiúsculas, devendo o respetivo texto iniciar-se no parágrafo seguinte.
Os subtítulos das subsecções deverão estar formatados em Calibri, tamanho 12 pontos, negrito, com inicial maiúscula, devendo o respetivo texto iniciar-se no parágrafo seguinte.
O corpo do texto deverá estar formatado em Calibri, tamanho 11 pontos, com espaçamento de 1,5 linhas e alinhamento justificado.
Sempre que sejam utilizadas enumerações ou listas, deverá ser adotado um formato uniforme e consistente ao longo do manuscrito.
8.5.6. Dados Estatísticos
Na apresentação de dados estatísticos, a separação das casas decimais deverá respeitar o idioma do manuscrito:
● Vírgula (,) nos manuscritos redigidos em português;
● Ponto (.) Nos manuscritos redigidos em inglês.
A estrutura específica do corpo do texto deverá adequar-se à tipologia do manuscrito submetido e às orientações metodológicas aplicáveis.
8.5.7. Tabelas, Quadros, Gráficos, Figuras, Imagens e Esquemas
O número máximo de objetos gráficos (tabelas, quadros, figuras, gráficos, imagens ou esquemas) é de cinco por manuscrito, devendo ser incluídos apenas os elementos estritamente necessários para a compreensão dos resultados e do conteúdo científico do trabalho.
Todos os objetos gráficos deverão:
● Ser numerados consecutivamente em numeração árabe;
● Ser referenciados no texto;
● Ser apresentados o mais próximo possível da sua primeira citação;
● Possuir título e indicação da respetiva fonte;
● Apresentar qualidade gráfica adequada para publicação.
Sempre que pertinente, os dados apresentados em tabelas ou figuras deverão ser objeto de análise e interpretação no corpo do texto, não devendo constituir mera repetição da informação já descrita.
Deverão apresentar o respetivo título na parte superior, centrado e formatado em Calibri, tamanho 8 pontos, com espaçamento de 1,5 linhas.
Os títulos deverão ser precedidos da designação "Tabela" ou "Quadro" ou “Figura”, seguida do respetivo número.
As figuras deverão ser legíveis, apresentar qualidade adequada para reprodução e ser submetidas preferencialmente nos formatos JPG, TIFF ou PNG, com resolução igual ou superior a 600 dpi (ppp).
8.5.8. Fontes e Direitos de Autor
Todos os objetos gráficos (tabelas, quadros, figuras, gráficos, imagens, fotografias, esquemas e ilustrações) deverão indicar a respetiva fonte, de forma clara e em conformidade com as Normas de Vancouver.
Quando se trate de material original elaborado pelos autores, deverá ser utilizada a expressão: “Fonte: Elaboração própria.”
Quando os elementos gráficos sejam reproduzidos, adaptados ou modificados a partir de trabalhos previamente publicados, a respetiva fonte deverá ser identificada de acordo com as Normas de Vancouver, utilizando, sempre que aplicável, uma das seguintes expressões: “Fonte: Adaptado de [referência]” ou “Fonte: Reproduzido de [referência], com autorização”.
Sempre que os materiais utilizados estejam protegidos por direitos de autor e a legislação aplicável ou a licença de utilização assim o exijam, os autores deverão obter previamente a autorização escrita do respetivo titular dos direitos, assumindo inteira responsabilidade pela sua utilização e remetendo essa autorização à Revista sempre que solicitada.
Quando os materiais utilizados estejam licenciados ao abrigo de uma licença Creative Commons ou outra licença que permita a sua reutilização, os autores deverão respeitar integralmente as respetivas condições de utilização, atribuição e licenciamento.
Os autores são integralmente responsáveis pela originalidade, licitude e legitimidade da utilização de todos os materiais gráficos incluídos no manuscrito, garantindo que a sua reprodução, adaptação ou reutilização não viola direitos de autor, direitos de propriedade intelectual, direitos de imagem ou quaisquer outras disposições legais aplicáveis.
Sempre que sejam utilizadas fotografias, imagens ou outros elementos que permitam identificar pessoas, os autores deverão assegurar que foram obtidas todas as autorizações e consentimentos necessários, em conformidade com a legislação aplicável, os princípios éticos da investigação e a proteção de dados pessoais.
A Equipa Editorial poderá solicitar, em qualquer fase do processo editorial, prova documental das autorizações para utilização de materiais protegidos por direitos de autor ou de imagem.
8.5.9. Citações
A Revista Doente Crítico adota as Normas de Vancouver, em conformidade com as recomendações do ICMJE.
As citações deverão ser apresentadas utilizando numeração sequencial, atribuída por ordem da primeira ocorrência no texto. Cada referência receberá um número único, que deverá ser reutilizado sempre que a mesma fonte voltar a ser citada ao longo do manuscrito.
Os números das citações deverão corresponder rigorosamente à numeração da lista final de referências bibliográficas.
As citações poderão assumir a forma de:
● Citações indiretas (paráfrases);
● Citações diretas curtas;
● Citações diretas longas.
As citações indiretas (paráfrases) consistem na apresentação, por palavras próprias do autor do manuscrito, das ideias, conceitos, resultados ou conclusões de outro autor, sem reprodução literal do texto original. Embora não exista transcrição textual, a fonte da informação deverá ser obrigatoriamente identificada através da respetiva citação.
Modelo de Citação indireta (paráfrase): “A comunicação eficaz entre profissionais está associada à melhoria da segurança do doente.” (1)
As citações diretas curtas consistem na reprodução literal de um excerto do texto original de outro autor, devendo ser utilizadas apenas quando a formulação original seja particularmente relevante para a compreensão do tema e a sua reprodução integral se justifique. As citações diretas curtas deverão ser inseridas no corpo do texto, entre aspas, e acompanhadas da respetiva citação, incluindo, sempre que possível, a indicação da página ou outra localização equivalente da fonte consultada
Modelo de Citação direta curta: "A comunicação é um elemento essencial para a segurança do doente."(1, p.45)
As citações diretas longas deverão ser utilizadas apenas quando indispensáveis para a compreensão do manuscrito. Nestes casos, deverão ser apresentadas em bloco destacado, indicando igualmente a página ou localização equivalente da fonte original.
Modelo de Citação direta curta: A comunicação eficaz entre os profissionais de saúde constitui um dos principais determinantes da segurança do doente. A utilização de estratégias estruturadas de comunicação favorece a transmissão rigorosa da informação clínica, reduz o risco de erros e contribui para a continuidade e qualidade dos cuidados prestados. A implementação de processos de comunicação padronizados deve ser considerada uma prioridade pelas organizações de saúde, promovendo uma cultura de segurança e de melhoria contínua da qualidade assistencial. (1, p. 112)
Sempre que sejam reproduzidos textos, tabelas, figuras, imagens, fotografias ou outros materiais protegidos por direitos de autor, os autores deverão respeitar a legislação aplicável e obter, quando necessário, as autorizações para reprodução ou adaptação desses conteúdos.
A Revista Doente Crítico recomenda que as citações diretas sejam utilizadas apenas quando estritamente necessárias. Sempre que possível, os autores deverão privilegiar as citações indiretas (paráfrases), demonstrando capacidade de análise crítica, síntese e interpretação da evidência científica, sem prejuízo da correta atribuição da autoria das ideias originais.
Os autores deverão privilegiar a utilização de fontes primárias, atuais e cientificamente relevantes, preferencialmente publicadas em revistas científicas sujeitas a revisão por pares e indexadas em bases de dados reconhecidas.
A utilização de citações secundárias deverá limitar-se às situações em que a fonte original seja inacessível ou a sua consulta não seja possível, devendo essa opção ser devidamente justificada.
Sempre que adequado, recomenda-se a citação da versão mais recente das recomendações, normas, consensos, orientações clínicas e documentos técnicos relevantes para o tema em estudo.
Os autores deverão evitar a utilização excessiva de literatura cinzenta, documentos sem revisão por pares, páginas de internet sem validação científica, referências desatualizadas ou fontes cuja credibilidade não possa ser adequadamente demonstrada, salvo quando a natureza do estudo justifique a sua utilização.
A autocitação deverá limitar-se às situações em que seja cientificamente pertinente e devidamente justificada, não devendo ser utilizada para aumentar artificialmente indicadores bibliométricos dos autores.
A citação de artigos publicados na Revista Doente Crítico deverá resultar exclusivamente da sua relevância científica para o manuscrito, não sendo promovida qualquer forma de autocitação editorial ou de citação coerciva.
Os autores deverão assegurar que todas as referências citadas foram efetivamente consultadas e correspondem fielmente às fontes originais utilizadas na elaboração do manuscrito.
A utilização de ferramentas de Inteligência Artificial para gerar referências ou citações não dispensa a verificação integral da sua exatidão pelos autores, que permanecem responsáveis pela autenticidade, completude e rigor de todas as referências apresentadas.
8.5.10. Referências
A Revista Doente Crítico adota as Normas de Vancouver, em conformidade com as recomendações do ICMJE e da National Library of Medicine (NLM), para a elaboração das referências.
As referências deverão ser numeradas consecutivamente pela ordem da sua primeira citação no texto, correspondendo rigorosamente à numeração utilizada ao longo do manuscrito.
Todas as referências citadas no texto deverão constar da lista final de referências e todas as referências incluídas na lista final deverão ter sido efetivamente citadas no manuscrito.
As referências deverão ser rigorosas, completas e elaboradas em conformidade com o estilo Vancouver, respeitando, sempre que aplicável, as abreviaturas oficiais dos títulos das revistas indexadas na National Library of Medicine (NLM Catalog).
As referências selecionadas deverão ser cientificamente pertinentes, atuais e relevantes para a temática em estudo, privilegiando-se, sempre que possível:
● Fontes primárias;
● Artigos publicados em revistas científicas sujeitas a revisão por pares;
● Publicações indexadas em bases de dados científicas reconhecidas;
● Revisões sistemáticas, meta-análises, guidelines, documentos de consenso e recomendações de boas práticas.
Os autores deverão assegurar que a bibliografia utilizada reflete adequadamente o estado atual do conhecimento científico.
Sempre que disponível, deverá ser incluído o respetivo Digital Object Identifier (DOI).
Na ausência de DOI, recomenda-se a inclusão de outro identificador persistente ou do URL oficial do documento, quando aplicável.
As referências deverão corresponder às versões originais dos documentos consultados.
A utilização de literatura cinzenta, comunicações pessoais, documentos não publicados, resumos de congressos ou pré-publicações (preprints) deverá restringir-se às situações em que a sua utilização seja cientificamente justificada.
As referências geradas ou complementadas com recurso a ferramentas de Inteligência Artificial deverão ser integralmente verificadas pelos autores antes da submissão do manuscrito.
A Revista Doente Crítico recomenda que:
● Sempre que possível, pelo menos 75% das referências correspondam a publicações dos últimos dez anos, sem prejuízo da utilização de trabalhos clássicos, normas, consensos ou documentos históricos cientificamente relevantes;
● Sejam privilegiadas publicações de elevada qualidade metodológica;
● Sejam evitadas referências redundantes, desatualizadas ou sem relevância direta para o manuscrito;
Os autores são integralmente responsáveis:
● Pela exatidão e completude das referências;
● Pela correspondência entre as citações no texto e a lista final de referências;
● Pela correta identificação dos elementos bibliográficos;
● Pela utilização das fontes originais sempre que possível;
● Pelo cumprimento das normas de ética científica, propriedade intelectual e direitos de autor.
A Equipa Editorial poderá solicitar a correção, atualização, normalização ou substituição das referências bibliográficas sempre que considere necessário para assegurar a qualidade científica e a conformidade com as presentes Instruções aos Autores.
9. CONSIDERAÇÕES FINAIS
As presentes Instruções aos Autores complementam o Estatuto Editorial da RDC, devendo ambos os documentos ser observados pelos autores durante a preparação e submissão dos manuscritos.
Em todas as matérias não expressamente previstas nas presentes Instruções, aplicam-se as disposições constantes do Estatuto Editorial em vigor, bem como as orientações internacionais adotadas pela Revista em matéria de ética, integridade científica e publicação académica.
O presente documento poderá ser revisto e atualizado sempre que se revele necessário, designadamente para acompanhar a evolução das boas práticas internacionais de publicação científica, dos requisitos de indexação e das orientações editoriais adotadas pela RDC.
Os casos omissos e as situações excecionais serão apreciados e decididos pelo Editor-Chefe, podendo, sempre que considerado necessário, ser solicitado parecer à Equipa Editorial ou ao Conselho Editorial da Revista.
Atualizado a 10 julho 2026








